Stephanie Gilmore é a campeã do Oi Rio Women’s Pro 2018. Ela venceu um duelo particular pela liderança do ranking contra Lakey Peterson na final, em ondas de até quatro pés e boa formação na laje de Itaúna. Com a vitória, a australiana dispara na primeira posição. Lakey é segunda, agora um pouco menos na cola.

— Steph, você já é seis vezes campeã mundial. Como mantém o gás para competir nesse nível?

— Isso não cansa, sabe? A sensação de estar lá fora e esse medo que você sente, isso é tão bom! Sinto que estou sempre aprendendo. Pra mim isso é só o começo. Ainda quero dar aéreos como os do Filipe! [risos]

As onze baterias remanescentes da evento feminino foram realizadas nesta quarta-feira, em boas ondas de até 4 pés em Itaúna. Tatiana Weston-Webb, em seu primeiro campeonato como surfista do Brasil, foi até a semi e consolidação sua posição como Top 3 do circuito. Silvana Lima parou nas quartas e ficou com a 5ª posição.

Silvana Lima e a melhor manobra de todo o Oi Rio Pro entre as mulheres (Poullenot/WSL)

Silvana foi a melhor surfista da manhã. Já tinha uma nota na casa dos sete pontos quando emendou, totalmente invertida, a maior junção do dia. Fez o maior single score, 8,90, e a maior soma de todo o evento feminino, 15,90 pontos. Lakey Peterson passou na segunda posição e Johanne Defay foi eliminada.

Ao final da bateria seguinte, Tati Weston-Webb prendeu a respiração esperando a nota da última onda de Sage Erickson. A americana precisava de 6,33. Momentos de tensão. Sai a nota: 6,17. Carissa Moore liderou o confronto inteiro e passou com a primeira posição.

Com Silvana em primeiro e Tati em segundo, o chaveamento apontou um confronto entre as duas nas quartas de final. Mais tarde, depois da realização do R4 masculino e com as ondas já um pouco menores, as duas foram para a água para seu primeiro embate 100% caseiro – incluindo o cenário.

As duas já haviam se enfrentado nesse ano mesmo, na semi de Bells Beach, com Tati ainda representando o Hawaii.

O resultado e a maneira como ele foi construído em Itaúna foi parecido com o do sul da Austrália. Tati muito mais encontrada no outside, pegou uma onda atrás da outra e rapidamente construiu um score sólido. Silvana só pegou duas ondas ondas na bateria toda. Em uma delas, caminhava para conseguir uma nota excelente, mas enganchou a prancha na terceira manobra, que seria a mais crítica.

Na semi, contra Lakey Peterson, Tati não conseguiu encontrar as ondas com mais potencial. Tentou muito e teve cada manobra comemorada pela torcida. A americana garantiu a chance de lutar pela ponta do ranking contra a então dona da camisa amarela, Steph Gilmore, que havia passado por Sally Fitzgibbons, nas quartas, e Nikki van Dijk, na semi.

Com o mar baixando e nenhuma nota acima de 4 pontos até a metade da bateria, Steph resolveu apostar nas direitas, que aos poucos começavam a abrir mais no inside de Itaúna. A jogada foi certeira. Rapidamente ela fez duas boas notas. Lakey, sempre nas esquerdas, nunca achou uma onda com potencial para virar.

Resultados Oi Rio Womens Pro

Round 3
1. Sally Fitzgibbons 11,17, Keely Andrew 9,64, Tyler Wright 6,17

2. Nikki Van Dijk 14,36, Stephanie Gilmore 12,50, Caroline Marks 4,67
3. Silvana Lima 5,90, Lakey Peterson 15,23, Johanne Defay 13,16
4. Carissa Moore 15,33, Tatiana Weston-Webb 11,50, Sage Erickson  11,34

Quartas de final
1. Stephanie Gilmore 13,06 x 10,00 Sally Fitzgibbons

2. Nikki Van Dijk 10,83 x 5,77 Keely Andrew
3. Tatiana Weston-Webb 15,33 x 4,60 Silvana Lima
4. Lakey Peterson (EUA) 12,67 x 9,57 Carissa Moore

Semifinais
1. Stephanie Gilmore 11,00 x 9,67 Nikki Van Dijk

2. Lakey Peterson 11,27 x 10,40 Tatiana Weston-Webb

Final
Stephanie Gilmore 11,53 x 8,00 Lakey Peterson