O domingo amanheceu com chuva no Rio de Janeiro, mas junto com a frente fria vieram as ondas para a continuação do Oi Rio Pro em Saquarema. Foi preciso aguardar um pouco o mar melhorar para realizar a repescagem feminina, que foi iniciada as 12h15 em ondas de 3-4 pés na Praia de Itaúna. Duas brasileiras competiram e a cearense Silvana Lima avançou para a rodada classificatória para as quartas de final, mas a saquaremense Taís de Almeida foi eliminada. Os homens devem estrear nesta segunda-feira, mas a primeira chamada do dia, às 6h45, será para as duas categorias e a comissão técnica decidirá qual entrará no mar.

A cearense Silvana Lima se recuperou da derrota na sexta-feira na segunda bateria do domingo na Praia de Itaúna. Ela escolheu boas ondas e dominou todo o confronto com Bronte Macaulay para despachar a australiana por uma boa vantagem de 12,17 a 8,77 pontos. As condições não estavam fáceis para competir, com o mar um pouco balançado ainda pela entrada do swell, mas Silvana soube manter a paciência para vencer sua primeira bateria no Oi Rio Pro 2018.

“Antes da minha bateria, vi que as ondas estavam bem difíceis e quebrando contra a corrente, então você acabava perdendo velocidade nas esquerdas. Aí optei pelas direitas, mas eu sabia que era um risco, porque o backside da Bronte (Macaulay) é muito forte. Só que fiquei do lado dela até o fim pra não dar mole”, contou Silvana Lima.

A cearense também falou da volta em competir no mar depois da experiência de defender o Brasil na WSL Founders´ Cup of Surfing, na piscina do Surf Ranch no final de semana passado: “É a volta para a vida real né (risos). Lá é maravilhoso, a onda é muito boa e você acaba ficando meio nervosa, porque você pode arrebentar a onda e tirar notas de nove pra cima, mas às vezes é preciso segurar um pouco. Quero voltar pra lá para treinar mais para o evento do CT. Mas, aqui eu tinha que voltar para a realidade, pois é no mar onde as etapas acontecem”.

 

Logo após a vitória de Silvana Lima, começou a bateria da surfista local de Saquarema com a vice-campeã do Oi Rio Women´s Pro no ano passado. A experiente Taís de Almeida chegou até a surfar uma boa onda, mas a francesa Johanne Defay pegou as melhores e não desperdiçou as chances para fazer o maior placar das duas primeiras fases da etapa feminina, 13,83 pontos somando notas 7,00 e 6,83. Com a derrota, Taís de Almeida terminou em 13.o lugar e ganhou um prêmio de 10.000 dólares pela participação no evento.

Assim como no primeiro dia, no domingo todas as cabeças de chave seguiam vencendo suas baterias. Foi assim com a norte-americana Sage Erickson na abertura da segunda fase, Silvana Lima na segunda bateria, Johanne Defay na terceira, Nikki Van Dijk na quarta e Caroline Marks na quinta. Todas confirmaram o favoritismo contra suas adversárias. A única a derrubar uma cabeça de chave foi a australiana Keely Andrew no último duelo do dia. Ela derrotou a havaiana Malia Manuel de virada na onda que surfou no minuto final da bateria.

QUARTAS DE FINAL

Com os resultados do domingo, foram formados os quatro confrontos da terceira fase que vão definir as oito classificadas para as quartas de final do Oi Rio Women´s Pro. As duas primeiras colocadas de cada bateria avançam e a terceira termina em nono lugar no evento. Na primeira, a bicampeã mundial e bicampeã da etapa brasileira, Tyler Wright, enfrenta mais duas australianas, Sally Fitzgibbons e Keely Andrew.

Na segunda, Stephanie Gilmore vai defender sua lycra amarela do Jeep Leaderboard contra a também australiana Nikki Van Dijk e a norte-americana Caroline Marks. O Brasil entra na briga com Silvana Lima na terceira bateria, completada pela californiana Lakey Peterson e a francesa Johanne Defay. E a gaúcha Tatiana Weston-Webb vai disputar as últimas vagas com a havaiana Carissa Moore e a norte-americana Sage Erickson.

Johanne Defay fez a melhor apresentação do segundo dia no Oi Rio Pro (Poullenot/WSL)

Silvana derrotou Bronte Macaulay e enfrenta Lakey Peterson e Johanne Defay no round 3 (Poullenot/WSL)

Taís Almeida deixa o Oi Rio Pro no round 2, com a 13ª colocação e 10 mil dólares a mais na conta (Poullenot/WSL)