“Mulheres, mães, médicas, advogadas, publicitárias, designers, liberais, atletas profissionais, freesurfers e apaixonadas pelo lifestyle do surf: O Crowd está mais florido e o mercado é gigante” – Marina Werneck

por Marina Werneck
na HARDCORE de novembro (#323)

Respira.

Amarradona, recebi o convite para ser uma #HCollab e aceitei na hora. A proposta de novos ares para o surf feminino me seduziu e chegou acompanhada de prazos, entregas e ótimas oportunidades de coprodução de conteúdo.

No briefing para escolha do tema de estreia da coluna, o foco girou em torno da crise no surf feminino no Brasil. O papo nem precisou ser tão longo, porque é fato que a maré não está boa. Confesso que tamanha responsabilidade me pegou na emoção e travou na primeira linha. E então falei para mim mesma, “Marina, respira”.

Toda crise proporciona mudanças, e mudanças não são fáceis. Acredito que o segredo esteja em uma nova atitude primeiramente para dentro de nós mesmas, já que a mulher tem um grande poder de adaptação à situações adversas com propulsão a inovação.

Eu vejo essa crise de agora como uma grande oportunidade de virar o jogo.

O surf feminino brasileiro vem enfrentando um período sombrio há tempos. E esta é a nossa chance de mudar e diminuir o contraste perante ao próprio surf como um todo que nunca esteve tão em alta aqui e no cenário mundial, com tanto espaço no mercado e investimentos de grandes empresas.

A formação de novos ídolos e o espelho de vida saudável e jovial estão entre os alvos, e são por esses dois polos que devemos mirar para a criação de novos formatos de eventos e ações de fortalecimento da base do esporte.   

Percebo cada vez mais, principalmente nestes dois últimos anos em que entrei de cabeça na produção de eventos, audiovisuais e gestão de imagem, que as marcas querem se comunicar com um público que vai muito além de apenas um esporte na praia. A onda comportamental do surf é altamente influente e propõe o desafio eterno de quebra de padrões da viciante rotina imposta pela sociedade.

Em tempos de empoderamento feminino, levante de bandeiras e causas para a frente, chegou a hora de deixar vaidades, complexos e radicalismos de lado para saber manusear todas as ferramentas possíveis a favor do agora e, dessa forma, abrir o leque para horizontes mais amplos.

As mulheres são consumidoras natas, também por tudo que envolve o instinto maternal e entendimento ao seu natural. E o surf feminino tem um papel importantíssimo na fatia do bolo que movimenta, em muito, o mercado segmentado, gerando oportunidade de negócios.

E por acreditar na força da mulher, neste ano lançamos o movimento Seaflowers para promover e trazer de volta os grandes encontros das surfistas, não só com as competições, conforme escrevi acima são super importantes e impulsionam novos talentos, mas para organizar cativantes festivais. Eventos com música, arte, moda, tendências e promo de produtos de todos os tipos e alcances, mirando a interação das atletas com o grande público, objetivando o crescimento orgânico da modalidade.

A ideia é inspirar os seguidores e a nova geração que tem as surfistas como referência e buscar novas sensações.

Mulheres, mães, médicas, advogadas, publicitárias, designers, liberais, atletas profissionais, freesurfers e apaixonadas pelo life style do surf: O crowd está mais florido e o mercado é gigante.

O ponto de partida dessa “revolução” será uma “forte união” entre as meninas, porque é isso sem dúvida vai fazer toda a diferença. Somente a união pode fazer a mudança e mostrar o poder que o surf feminino tem.

Nós temos que nos unir, respirar, trabalhar e fazer essa revolução acontecer.

Vamos em frente! Sem crise.

Respira, inspira… não pira! HC

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