Após resultado histórico no World Junior, Tainá Hinckel começa nesta quinta, no Ron Jon Florida Pro, seu primeiro ano correndo todo o circuito do QS Em janeiro de 2018, Tainá Hinckel chegou à semifinal do Mundial Junior, na Austrália. O terceiro lugar, melhor resultado da história do país entre as mulheres na categoria, não deixou […]

Após resultado histórico no World Junior, Tainá Hinckel começa nesta quinta, no Ron Jon Florida Pro, seu primeiro ano correndo todo o circuito do QS

Em janeiro de 2018, Tainá Hinckel chegou à semifinal do Mundial Junior, na Austrália. O terceiro lugar, melhor resultado da história do país entre as mulheres na categoria, não deixou satisfeita a surfista de apenas 14 anos. “Eu tinha potencial pra ter ido à final e ganhado o evento, não fui porque dei um vacilo que foi não pegar uma onda qualquer. Queria ser a primeira brasileira campeã mundial junior”, diz Tainá, enfatizando o “campeã”. “Mas tudo bem, ainda tenho mais quatro anos pra correr esse evento”, completa, em entrevista exclusiva à Hardcore.

Nesta quinta, Tainá estreia sua campanha no QS em 2018, no Ron Jon Florida Pro, etapa de 6000 pontos em que estarão presentes algumas das principais tops do circuito. Nomes como Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb, Coco Ho, Claire Bevilacqua e Paige Hareb, entre outras, estão inscritas no evento e serão as possíveis adversárias de Tainá caso ela avance os primeiros rounds.

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Não que competir com atletas que têm quase o dobro de sua idade seja exatamente uma novidade. “Já estou acostumada, na verdade, por competir desde pequena contra os meninos. É até uma motivação a mais pra mim”, comenta a grommet, que participou em 2017 da etapa do Rio de Janeiro do WT, competindo contra duas campeãs mundiais – Tyler Wright e Steph Gilmore. “Aprendi muito, muito [na etapa do WT]. Espero participar de novo esse ano”, continua.

Tainá na histórica campanha do World Junior. Ethan Smith/WSL

Após a etapa de Sebastian Inlet, o plano é continuar competindo as etapas do QS, acompanhando assim, pela primeira vez, todo o circuito profissional durante o ano. “Daqui vou pra Austrália, onde vou correr umas etapas 1000, depois corro o 6000 de Newcastle e talvez o de Manly, se conseguir vaga”, explica Tainá.

Ao que tudo indica, será o primeiro ano de muitos em uma carreira dedicada ao surf – e que promete muitas conquistas. Mas isso é conversa para o futuro, segunda Tainá: “vou entrar pra me divertir”.

A primeira chamada do Ron Jon Florida Pro está marcada para a manhã desta quinta-feira. Tainá está escalada para a bateria número 6 do round 1, contra a japonesa Nagisa Tashiro, a porto-riquenha Havanna Cabrero e a americana Maile Davis. Silvana Lima, a outra brasileira inscrita na etapa, só cai na água no round 3, na bateria número 8.

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