Nessa última segunda (18/12), o havaiano JJF celebrou seu bi-mundial. Clique nas setas laterais e avance a galeria de fotos acima

 

O francês Jeremy Flores venceu John John Florence nos últimos instantes na final do Pipe Masters 2017 e celebrou o título da última etapa do CT – e o bicampeonato na última etapa do CT no Havaí.

Jeremy campeão, JJF vice-campeão e o campeão da temporada de 2017 do CT | Foto: WSL

Antes mesmo de terminar o evento, o havaiano John John Florence já havia comemorado o bi-mundial, sacramentado após ver Gabriel Medina perder a terceira bateria das quartas de final para o campeão do evento, Jeremy Flores.


Assista ao recap da final, com Jeremy Flores x John John Florence

A condição para Medina vencer o bi-mundial era que o brasileiro chegasse até a final, sendo que John John precisava ser barrado na semifinal. Medina perdeu nas quartas e John John seguiu adiante, portanto, surfou a bateria da semifinal coroado campeão mundial de 2017 – celebrando o bi-mundial consecutivo.

JJF: o campeão do CT 2017. Foto: WSL

Rumo final, John John Florence bateu Ian Gouveia na primeira semifinal. Na final, surfou à vontade. Estava confortável, literalmente pegando onda atrás de onda. Praticamente dominou o confronto, trocando nota. Até que a 20 segundos do apito final, em que tudo parecia decidido para o havaiano (o bi-mundial consecutivo junto do título inédito do Pipe Masters), o francês encontra um tubinho para Backdoor. Precisando de 8,27, Jeremy Flores saca um 8,33 para acabar com a festa do havaiano no quintal de casa. JJF terminou o confronto com 8,93 e 7,23.

QUINTA FASE: MEDINA DEIXA SLATER EM “COMBO”


Gabriel Medina x Kelly Slater, pelo Round 5


O brasileiro Gabriel Medina protagonizou uma vitória emocionante na quinta fase do Pipe Masters, contra o 11x campeão mundial e 7x Pipe Master Kelly Slater.

Gabriel Medina recebe o “shaka” de Kelly Slater durante embate rumo quartas de final. Gabe deixou o norte-americano “em combo” no confronto. Foto: WSL

Slater começou em atividade na bateria, enquanto o brasileiro demorou para pegar a sua primeira onda. Medina abriu os trabalhos emplacando dois high scores em sequência: 8,90 e 9,07. A essa hora, Slater somava 2,33 e 1,50, o suficiente para ser colocado em uma “combinação” instantânea. Diferentemente do que rolou nas outras baterias, Slater não encontrou seu momento. Chegou até trocar o 1,50 por 6,83 mas não foi o suficiente para sair da combinação muito menos virar o jogo. Resultado: 17,97 de Medina x 9,16 de Slater.

Gabriel Medina cercado pela torcida brasileira em Pipeline. Foto: WSL

No confronto seguinte, a situação se inverteu para o brasileiro. Medina chegou embalado após a vitória contra Kelly, para disputar a terceira bateria das quartas de final contra o finalista Jeremy Flores.


Gabriel Medina x Jeremy Flores

Foi um confronto de notas baixas e poucas ondas de qualidade. Medina, que não se encontrou no mar, viu o francês achar as melhores para seguir adiante no evento com 7,33 e 5,43 contra 4,77 e 1,27 do local de Maresias.

Com o resultado, Medina deixou caminho aberto para John John Florence celebrar o bi-mundial antes do término do evento.


IAN GOUVEIA: O MELHOR BRASILEIRO EM PIPELINE ESTÁ NA ELITE DO CT 2018

Ian Gouveia foi o melhor brasileiro em Pipeline: chegou até as semis e foi barrado por JJF. Foto: WSL

Ian Gouveia foi o melhor brasileiro no evento. Após bater Joel Parkinson nas quartas de final, Ian topou com o novo campeão mundial de 2017, John John Florence, que levou a melhor no embate da primeira semifinal.

Com o resultado, Ian terminou em 23º no ranking do CT, que classifica os vinte e dois primeiros colocados para a temporada de 2018.

Mesmo com a colocação, Ian vai ser convidado para o CT 2018. Falta a confirmação oficial, mas uma das duas vagas concedidas por lesão será destinada a Kelly Slater (que ficou cinco meses afastado após lesão no pé direito, sofrida em julho deste ano, em Jeffreys Bay, na África do Sul). Como não houve outro inscrito como lesionado, o segundo convite vai para o 23º do ranking, no caso, o filho de Fabio Gouveia.

Assista abaixo aos highlights da bateria de Ian e JJF:

Outro brasileiro que que bonito e seguiu até as quartas de final do evento foi Italo Ferreira. Italo acabou barrado pelo norte-americano Kanoa Igarashi pelo placar de 9,57 x 8,67. Com o resultado, termina o ano na 22a colocação do ranking do CT – e ainda tem direito a um wildcard por conta de lesão sofrida durante o CT da França nesse ano.

Italo Ferreira em Pipeline. O brasileiro terminou em 22o no ranking e está classificado para a elite do CT 2018. Foto: WSL


QUARTA FASE: UM RÁPIDO RESUMO DO QUE ROLOU

No Round 4, o primeiro brasileiro a avançar foi Ian Gouveia; vitorioso na batalha inicial da rodada contra Conner Coffin e Julian Wilson.

Caio Ibelli x John John Florence x Joel Parkinson

Na sequência, o líder do ranking John John Florence quase viu escapar a vitória minutos finais para o local do Guarujá, Caio Ibelli, que pegou um tubo encaixado para Backdoor e virou o confronto. Até que, no último minuto, JJF, precisando de 5,37 para virar, encontrou um tubo para Backdoor, e aproveitou o segundo tubo na mesma onda. Os juízes gostaram da sequência de tubos e deram 5,67 para o surfista, que seguiu direto para as quartas de final.

Na terceira bateria, Gabriel Medina viu escapar a chance de seguir direto para as quartas. Quem levou a melhor foi Jeremy Flores, que somou 8,70 e 6,67, contra 8,93 e 3,17 de Medina, que perdeu precisando de uma segunda onda de qualidade.

Por fim, na última bateria da quarta fase, Kelly Slater e Leo Fioravanti viram Kanoa Igarashi triunfar e seguir direto para as quartas de final.

TOP 22 DO RANKING MUNDIAL DO CT

1 – John John Florence (HAV)
2 – Gabriel Medina (BRA)
3 – Julian Wilson (AUS)
4 – Jordy Smith (AFS)
5 – Matt Wilkinson (AUS)
6 – Owen Wright (AUS)
7 – Kolohe Andino (EUA)
8 – Adriano de Souza (BRA)
9 – Joel Parkinson (AUS)
10 – Filipe Toledo (BRA)
11 – Sebastian Zietz (HAV)
12 – Mick Fanning (AUS)
13 – Connor O’Leary (AUS)
14 – Frederico Morais (POR)
15 – Jeremy Flores (FRA)
16 – Adrian Buchan (AUS)
17 – Kanoa Igarashi (EUA)
18 – Caio Ibelli (BRA)
19 – Michel Bourez (TAH)
20 – Conner Coffin (EUA)
21 – Joan Duru (FRA)
22 – Italo Ferreira (BRA)
23 – Ian Gouveia (BRA)*

*Será confirmado com vaga de wildcard

G-10 da divisão de acesso (QS)

1 – Griffin Colapinto (EUA)
2 – Jessé Mendes (BRA)
3 – Kanoa Igarashi (EUA)
4 – Wade Carmichael (AUS)
5 – Tomas Hermes (BRA)
6 – Yago Dora (BRA)
7 – Italo Ferreira (BRA)
8 – Willian Cardoso (BRA)

9 – Keanu Asing (HAV)
10 – Ezekiel Lau (HAV)
11 – Michael Rodrigues (BRA)

Mais informações em www.worldsurfleague.com.