HARDCORE #332 • SETEMBRO/17

Na capa gelada desta edição, Shane Dorian encara um slab em algum lineup intocado da Europa. A foto tirada por Todd Glaser aconteceu durante as gravações do recém-lançado filme Proximity, de Taylor Steele.

É o tema de “Em busca da essência”, a reportagem de capa desta edição, na qual o filmmaker, em entrevista concedida ao editor assistente Kevin Damasio, reflete sobre as transições suaves de ícones e estilos representada por Shane Dorian e Albee Layer, Kelly Slater e John Florence, Dave Rastovich e Stephanie Gilmore, Rob Machado e Craig Anderson.

De lineups inóspitos passamos para a perfeição de Sumbawa. Nesse lugar, Bruno Santos revela sua relação apaixonada com a esposa e as filhas, pela primeira vez como um viajante e residente da Indonésia.

Já no Brasil, o inverno se aproxima do fim. Os mares quentes se aproximam de novo do Hemisfério Sul. Seja para se preparar para a próxima temporada do lado de cá, ou para surfar na atual temporada no Hemisfério Norte, preparamos o Guia de Wetsuits, uma seleção de ótimas opções de roupas de borracha para botar na bagagem.

 

O 10 Perguntas deste mês é Marcos Sifu. O carioca fala sobre sua vida nos ares como base jumper e sua nova empreitada no mundo dos negócios, com a cerveja Praya.

No Journal, o leitor se inteira sobre a atual situação na vila de Regência, Espírito Santo; sabe dos bastidores do terceiro título sul-americano de longboard de Atalanta Batista; as pranchas mágicas de Tomas Hermes, o catarinense que briga para entrar no Tour 18; Alma Hardcore com Robson Santos; e equipos para a primavera. 

A edição ainda conta com a coluna Polaroids, noseriding e outras viagens, de Chloé Calmon, que reflete sobre a experiência salgada de uma derrota; o skatista Ricardo Porva na China, no Darkroom, de Heverton Ribeiro; e Mi Basso no Lay Day, por Haruo Kaneko/BrWax; e mais.

Já nas bancas! Garanta a sua!

 

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Em busca da essência – por Kevin Damasio

Em seu novo filme, Proximity, Taylor Steele reúne oito surfistas expoentes, com estilos similares, mas de diferentes contextos. A procura por boas ondas em mares longínquos invoca reflexões sobre significados mais profundos do surf.

[…] “É um pouco sobre passar o conhecimento adiante, mas também ficar inspirado pela próxima geração. As imagens de surf, para mim, são um bônus legal”, conta Steele. O americano de 45 anos se adaptou a esta era digital, na qual todo dia há um ótimo webisode online, surf na TV, em comerciais e campeonatos da WSL com ondas de nível internacional. “Penso que a forma com a qual as pessoas lidam agora é realmente descartável e muito rápida. Acabam de ver a onda mais incrível, e no dia seguinte querem outra diferente. Para mim, toda a ideia do filme é a seguinte: eu não posso competir com isso, então vou te dar uma estória e uma lição sobre a vida, e dessa forma você pode carregá-la por mais tempo.” […]

 

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Indo Experience – por Bruno Santos

A minha primeira vez na Indonésia foi há 20 anos, quando eu ainda era um moleque de 14 anos… e sonhava em surfar as ondas mais perfeitas do mundo.

De 1998 pra cá, já perdi a conta de quantas vezes eu fui e voltei da Indonésia. E não me lembro mais do nome da metade das ondas que eu já conheci por aqui. Sim! Por aqui, porque agora me mudei de mala e cuia e com a família toda para Bali. 

Toda vez que volto pra cá, conheço novos lugares e novas ondas. E acredito que será assim por toda a minha vida. Esse arquipélago é cercado de bancadas perfeitas e desconhecidas, mesmo com toda informação pulsante que existe hoje, junto dos muitos barcos que exploram a região.

Eu já tinha planos de trazer a família inteira para passar um tempo comigo na Indonésia, para que eles pudessem conhecer esse paraíso e sua cultura milenar.

Depois de pensar muito, resolvemos embarcar para Bali. Partimos eu, a minha esposa Déborah, e minhas filhas Sophia e Flora, de 11 e 7 anos.

As três se apaixonaram logo que pisaram em Bali. Para elas o primeiro dia foi mágico, um encantamento espontâneo com as praias, com a comida e a simpatia dos balineses.

Mas tinha muito, muito mais. […]

 

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10 Perguntas: Marcos Sifu – por Adriano Vasconcellos

[…] E a transição de mergulho para o basejump e skydiving?

Aprendi paraquedismo e o Canal Off me deu uma grande oportunidade de aprender basejump. Um surfista aprendendo um dos esportes mais perigosos do mundo. O que no começo seriam justos seis episódios se transformou em vinte e seis, e por aí você pode perceber que eu peguei paixão pela coisa. Meus amigos falam que sou maluco, mas ganhei paixão pelos saltos, assim como a minha própria característica de querer arriscar, subir mais alto na onda, voar mais alto. Eu amo voar. E vale lembrar que isso não me faz mais corajoso no surf. Pelo contrário, estou cada vez mais cagão. Foi muito importante eu descobrir a paixão pelo basejump, porque me mostrou que havia outras possibilidades além do surf, que eu podia ser e fazer um monte de coisas legais e que poderia trabalhar com outros esportes ou mesmo empreender como fiz com a Praya. Uma coisa puxou a outra, estou muito feliz com essa trajetória. […]

 

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Guia de wetsuits

A temporada outono/inverno está quase no fim. Ao longo do litoral brasileiro, ondulações consistentes – e geladas – fizeram a cabeça dos surfistas mais core. Agora, chega a temporada de mares quentes e bons swells escassos. Mas há motivos a se preocupar, para manter o rip e se atualizar com os melhores equipos para a temporada seguinte, as viagens internacionais ou quando você pega aquele mar gelado mesmo com sol a pino, como por exemplo, no Sul do Brasil. Entre eles, aquela que garante que a sessão dure por longas horas: a roupa de borracha. […]

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