HARDCORE #331 • AGOSTO/17

Na capa da HARDCORE de agosto, Filipe Toledo sobrevoa de um jeito que ele domina: além do limite. O ubatubense também é destaque na matéria visual sobre o J-Bay Open, um dos eventos mais perfeitos da história e do qual ele foi campeão com uma atuação de deixar pilhado até os críticos mais malas.

Ainda no mundo competitivo, conversamos com Jessé Mendes, que teve um desempenho meteórico no QS e garantiu sua vaga na elite mundial já no primeiro semestre.

Já no universo sem a lycra, acompanhamos uma trip hardcore em Trindade, no Rio de Janeiro, de caras que representam o verdadeiro lado B do surf: Ícaro Rodrigues, Hizunomê Bettero, Mateus Lee Harris, Matheus Toledo, Gustavo Nastasi e Rodrigo Generik.

E no 10 Perguntas, um cara que conquistou a cena musical brasileira, mas mesmo assim mantém sua essência humilde e fiel às ondas. Entre shows pelo mundo, Gabriel O Pensador aproveita para cair no mar, e compartilha com a HARDCORE seus momentos mágicos em Kandui, na Indonésia.

Na coluna Mar…ina, Marina Werneck reflete sobre a entrada de Sophie Goldschmidt, o crescimento internacional do surf feminino e a necessidade de tal avanço chegar ao Brasil.

No Journal, tem a história do Pink Nose Revolution, movimento que empodera as mulheres na sociedade de Papua Nova Guiné; uma resenha sobre Dias Bárbaros, autobiografia premiada de William Finnegan, recém-lançada no Brasil; Prancha Mágica com Jessé Mendes; e Alma HC com Heitor Pereira. E ainda tem Bruno “Brown” no Darkroom, com Heverton Ribeiro; e Lay Day por BrWax, de Haruo Kaneko.

HC de agosto! Garanta  a sua!

 

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Lado B – por Alexandre Gennari

[…] Agora, em junho de 2017, nos reunimos novamente, depois de mais de 20 anos. Uma pequena e sólida parcela de amigos entrou em uma barca rumo ao Cepilho.

Mateus Lee Harris, Ícaro Rodrigues, Rodrigo Generik, Matheus Toledo, Gustavo Nastasi, e Hizunomê Bettero trocaram ideias, refletiram sobre os ideais de vida e discutiram os rumos do surf – como nos velhos tempos. […]

 

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A Elite – por Kevin Damasio

[…] E no seu surf nessas etapas, na estratégia de competição, o que você sentiu? Já deu uma noção do que trabalhar para o ano que vem?

Sim, claro, sempre dá uma noção. É uma transição. Tenho que sair do surf de QS e me adaptar para o surf de onda boa. Já viajei bastante minha vida inteira e acho que vou conseguir me adaptar bem. Tipo, tenho que trabalhar em um monte de coisa. Não posso parar. Se nem o Kelly Slater para, porque eu vou parar de evoluir? (Risos.) É uma evolução constante, o tempo todo. Quero melhorar para chegar lá com 100% do meu surf. Tubo, backside. Leitura de onda forte, ficar com o surf sólido. Com o timing certo de mandar as manobras, porque as ondas são bem longas e se tem de fazê-las completas, não só uma parte. […]

 

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Jeffrey’s – por Alan Van Gysen e Ryan Miller

“Esse não foi apenas o melhor evento de J-Bay de todos os tempos; esse foi a melhor competição de surf desde sempre. A história foi feita. Daqui a 50 anos, as pessoas continuarão a se referir a J-Bay 2017 como o evento do século. A qualidade da onda, a qualidade do surf, o lado selvagem e puro da  África, o fator entretenimento, tudo. Seria impossível roteirizar isso – ou poderia ser um script de filmes de Hollywood, porém reais. Incrível!” – Alan Van Gysen

“Eu não sei se já tinha visto rolarem ondas como essas em qualquer outro pico. O lugar ficou insano a partir do segundo em que pisei para fora do avião até depois que deixei a África do Sul. No meu último dia na cidade, eu nem quis olhar para o oceano. Já estava completo, tinha o suficiente. Que sonho vivemos em J-Bay este ano!” – Ryan Miller

 

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10 Perguntas: Gabriel O Pensador – por Adriano Vasconcellos

[…] E qual é a sua conexão com o mar? E como a interação com o Oceano te influência no dia a dia?

Quando tô no mar, eu me conecto com o Gabriel do passado, da minha infância e adolescência, quando aprendi a surfar, próximo dos meus doze anos de idade. Me conecto com o meu eu criança. Também me encontro com um momento de que não pode haver indecisão, quando não se pensa muito nas coisas.

No mar, equilibro um defeito meu, de demorar muito para decidir as coisas. E no mar você não pode hesitar para tomar uma decisão. Tem que decidir pra que lado vai, se desvia de alguém, qual a leitura da onda. Outra coisa é a ligação com a natureza, que é muito maior.

Quando estou longe de casa, em um mar limpo, eu sempre lembro de São Conrado, da poluição do Rio de Janeiro, que é um absurdo. E tem também a expectativa de pegar as ondas, do desempenho, eu penso muito sobre isso.

Pensei isso recentemente, agora, em Portugal, depois de surfar na Indonésia. As ondas estavam ruins e eu fiquei pensando como poderia aproveitar ao máximo aquelas ondas do jeito que elas estavam, independentemente de estarem boas ou ruins. A positividade, o pensamento, muda tudo pra melhor. […]

 

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