No próximo dia 6, começa a 8ª etapa do ano, nas ondas de Lower Trestles (Califórnia), talvez a mais divertida e high performance do Tour. Normalmente, o que se espera ali é um surfe moderno e progressivo, com manobras futurísticas e fora do padrão que estamos acostumados a ver em campeonatos. Isso é o que se espera, mas, ultimamente, o surfe mais “conservador” tem sido bem valorizado.

Já fiz minhas apostas no Fantasy (participe da Liga Comenta Cako e Cerveja Praya), mas aqui a brincadeira é diferente e o negócio é apostar nas zebras. E isso é o que mais tem nos Top-34. A galera está acostumada a só olhar para a turma de cima, mas quase sempre vem um azarão e rouba a cena. Usei os mesmos critérios do joguinho da WSL e separei por Tier A, B e C.

Gabriel Medina x Tanner Gudasukas. Quem não viu esse tira-teima?

 

Para começar, na parte de cima do ranking, vou logo com dois nomes de peso: Gabriel Medina e John John Florence. Você deve estar me achando completamente maluco de falar que esses dois campeões mundiais são azarões. Mas se levarmos em conta o retrospecto deles em Trestles, dá para dizer que sim. Sem ir muito longe, ano passado, ambos caíram no Round 3, perdendo para dois convidados, respectivamente Tanner Gudauskas (numa das decisões mais contestadas da história do surfe) e Brett Simpson. O brasileiro tem como melhor resultado um 3º lugar em 2014 e João fez final em 2014, mas tirando isso, só 13º e 25º para ambos. Acho que um dos dois, senão os dois, devem ir bem dessa vez, mas dentre os melhores do ranking, são os meus Dark Horses;

No Tier B, tirando o Filipe Toledo, quase todos chegam como zebras. Como tenho que indicar alguns, peguei 3 nomes, dois goofyes e um regular: Adrian Buchan, Connor O’Leary e Michel Bourez. Ace e Michel são dois caras chatos quando vestem a lycra e costumam colocar água no chopp de muita gente. O aussie ficou em 3º lugar em 2014, quando perdeu para o campeão Jordy Smith e tem um backside bem estiloso, qualidade fundamental em Trestles. Já o taitiano é o pedreiro em pessoa. Pé pesado, com manobras muito fortes. Por fim, o rookie Connor, outro que também surfa demais de costas para a onda e entra sem pressão. Olho neles!

Acima Filipe Toledo, em “One Hot Minute”, em Trestles. Filipinho não é zebra, mas fica aqui um vídeo “bônus” da matéria, porque, bem, a onda de Trestles parece ter sido feita sob medida para o local de Ubatuba. 

 

Para fechar, o Tier C… Eu poderia colocar todos os surfistas aqui, porque a lista tá bem preta. Preferi pegar um estreante e um veterano: Ethan Ewing e Josh Kerr. O primeiro entrou no Tour cheio de expectativas e, até agora, foi só decepção. Ganhou uma bateria no ano, justamente contra o Filipe Toledo, na última etapa em Teahupoo. Mas como Trestles é uma onda quase feita para os grommets, estou acreditando que ele pode se encaixar bem e desencantar. Já Kerzy, parece mais preocupado em deixar seu legado, treinando sua filha Sierra e no Tour de ondas grandes, onde já venceu uma etapa, ao contrário do Tour de ondas “normais”, onde nunca subiu no lugar mais algo do pódio. Mesmo assim, mora na Califórnia há anos e pode estar a fim de mostrar o canto do cisne, saindo fora em grande estilo.

Bônus 1: O ano nunca esteve tão embolado, com 7 campeões diferentes em 7 etapas realizadas. E Kelly Slater e Gabriel Medina não estão nessa lista. O mito, certamente continuará de fora, já que não corre mais esse ano, devido a uma lesão no pé. A torcida por Gabriel é forte, e uma vitória do brasileiro promete deixar a corrida pelo título mundial ainda mais louca! E você, vai torcer para quem? Façam suas apostas e não deixem de brincar na minha Liga do Fantasy. Você pode ganhar Cerveja Praya e Brownie do Luiz e ainda concorrer a uma prancha novinha no final da temporada!

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