Talvez sim, segundo a matéria publicada no Business Review, o caderno de negócios do jornal The Australian, que especula essa possibilidade.

No último dia 30, rumores circularam pelas mídias sociais, segundo publicado na australiana Tracks, de que o grupo Oaktree (dono da Billabong) tem interesse em comprar a gigante do surfwear Rip Curl.

As mesmas fontes que falam a respeito desse interesse da Billabong na Rip Curl também comentam sobre a possibilidade de a marca comprar a loja online de varejo Surfstich.

Veja trechos da reportagem publicada por Bridget Carter e Scott Murdoch:

“A companhia de surfwear Billabong pode estar em vias de comprar a rival Rip Curl, que estava à venda por meio da empresa de consultoria Gresham.

A mesma fonte diz que a Billabong também cogita comprar a companhia SurfStich, empresa que a marca chegou a adquirir parte no passado, e que recentemente chegou à beira de um colapso.

Billabong, Rip Curl e Quiksilver ficaram muito famosas entre a juventude dos anos 1990, mas ao mesmo tempo em que elas dialogam com quem cresceu junto delas, as crianças da Geração X e Y estão relutantes em serem vistas com as mesmas roupas de que seus pais; é o que diz a pesquisa de mercado sobre o declínio dessas marcas.

A Rip Curl manteve o foco em vender equipamentos para o surf enquanto a Billabong vislumbrou mais a rota do mercado de massa.

A Rip Curl ainda é controlada pelos fundadores Doug Warbrick e Brian Singer, donos de 72% da companhia. Eles criaram o negócio em 1969, em Torquay, Victoria, Austrália, que nasceu com a criação de pranchas.

O terceiro maior dono das ações da empresa é Francois Payot, que ajudou fomentar a Rip Curl na Europa. Hoje a Rip Curl emprega 2.653 pessoas e manufatura roupas de borracha, equipamento de snowboard, relógios, calçados, roupas e acessórios.

Além das operações da Rip Curl na Austrália, a companhia tem acordos de liçença com entidades internacionais, que manufaturam e distribuem os produtos Rip Curl na América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia.

Quando a Rip Curl foi colocada à venda, em 2013, os seus donos esperavam assegurar o negócio por 400 milhões de dólares – mas dois anos depois ela valia 310 milhões de dólares.

O grupo teve receita de 485 milhões de dólares do último ano e existe uma estimativa de que pode ser vendido por algo em torno de 450 milhões de dólares.

Há três anos, gerava 23 milhões de dólares em lucro líquido.

Vai ser interessante ver como a Billabong se comporta com a aquisição. A Billabong, que tem o fundo Oaktree como maior investidor, vendeu sua marca de swimwear, Tigerlilly, para o grupo Crescent Capita, por 60 milhões nesse ano, para recapitalização da empresa.

Para o ano fiscal de 2017, a Billabong gerou 51 milhões de dólares de lucro – e prejuízos avaliados em torno de 77 milhões.”

Confira aqui a fonte oficial da matéria.